quarta-feira, 10 de março de 2010

DE REPENTE UMA ENORME ALEGRIA!

De repente uma enorme alegria!

Desci a Rua dos Lusíadas quase até final, virei à direita, para a Rua José Dias Coelho, passei junto à placa de homenagem ao militante revolucionário e comunista, que ali mesmo caiu, assassinado pela PIDE em 1961 (“A morte saiu à rua (..) o Pintor morreu (..) ”, num dos mais belos e comoventes poemas de José Afonso, transformado em canção). Prossegui até ao Largo do Calvário e virei aí à esquerda, para a Rua de Alcântara. De repente uma enorme alegria: a bandeira vermelha, com a foice e o martelo e a estrela internacionalista de cinco pontas, voltara a tremular ao vento naquele 1º andar.

Em tempos como os actuais que o nosso país atravessa, com as desigualdades sociais a crescerem para níveis de séculos atrás, com o nosso povo sujeito a novas formas de exploração, com a política de direita no poder (mesmo que se procure disfarçar em roupagens cada vez mais desacreditadas), abrindo caminho ao grande capital e aos especuladores financeiros que o rodeiam, colocando o país sob o jugo de uma Europa controlada pelos representantes dos grandes interesses económicos, e encaminhando Portugal para um precipício de onde dificilmente conseguirá sair sem grandes danos, aquela bandeira representa um alento de luta, diz que os melhores de nós continuam a resistir e não desistem de lutar pelas transformações sociais indispensáveis a um progresso para todos.

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